Vice-presidente dos EUA sofre arritmia e cancela agenda

Médico diagnostica fibrilação atrial em Dicky Cheney em consulta; ele tem histórico de problemas cardíacos

Reuters,

15 de outubro de 2008 | 15h00

O coração do vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, que tem histórico de problemas cardíacos, voltou a bater num ritmo anormal, o que o obrigará a passar por um procedimento médico na tarde desta quarta-feira, 15, informou sua porta-voz. "Durante uma consulta médica nesta manhã, foi descoberto que o vice-presidente está sofrendo de fibrilação atrial, uma arritmia que envolve as câmaras superiores do coração", disse Megan Mitchell, a porta-voz. Ele foi tratado com choques elétricos no ambulatório do hospital da universidade George Washington na tarde desta quarta. "Um impulso elétrico foi realizado para que seus batimentos cardíacos voltassem ao ritmo normal", disse a porta-voz de Cheney Megan Mitchell. "O procedimento aconteceu tranquilamente e sem nenhuma complicação."   Cheney cancelou sua participação em um evento de campanha em Illinois devido ao problema. O presidente George W. Bush afirmou que está confiante que Cheney ficará bem. O vice americano, 67, já teve quatro ataques cardíacos e passou porquatro cirurgias de ponte de safena e duas angioplastias para limpeza de artérias, além da implantação de um desfibrilador. Em um exame de rotina feito em julho, os médicos disseram que estava tudo bem com Cheney. O último ataque cardíaco do vice-presidente aconteceu nas eleições de novembro de 2000, embora tenha sido considerado brando. Ele implantou o desfibrilador no peito em 2001, para ajudar a regular o ritmo das batidas. A fibrilação atrial é um tipo de arritmia nas duas câmaras superiores do coração, que batem mais rápido e irregularmente. Como o sangue não é completamente bombeado para fora do coração, ele pode ficar acumulado e coagular, o que aumenta o risco de derrame.       Aproximadamente 15% dos derrames ocorrem em pessoas com fibrilação atrial, de acordo com a Associação Americana do Coração. Cerca de 2,2 milhões de norte-americanos têm esse tipo de arritmia.       (Matéria atualizada às 18h25)  

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