Visão da economia é melancólica em convenção do Fed

Um imenso urso pardo guarda asportas do retiro anual do Federal Reserve no resort de montanhaTeton, servindo de lembrança para os bancos centrais da batalhapara aliviar a crise do crédito. "Este distúrbio não irá embora rápido e irá exigir esforçossérios para que seja superado", disse à Reuters John Lipsky,autoridade do Fundo Monetário Internacional. "Há um ano, havia um senso real de incerteza e confusão. Aspessoas estavam perplexas com os distúrbios que apareceram derepente. Eu diria que o humor neste ano é de mais claridade,digamos que é um pouco mais melancólico", disse Lipsky. O simpósio anual, sediado pelo Federal Reserve de KansasCity, reúne autoridades dos mais poderosos bancos centrais,incluindo o chairman do Fed, Ben Bernanke, e o presidente doBanco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet. Autoridades do Fed dizem que o impacto na confiança feitopelo mercado imobiliário norte-americano demorará um longoperíodo para ser absorvido. Bernanke admitiu que não há soluçãorápida. "A tempestade financeira que virou um verdadeiro temporalalgumas semanas antes de nosso encontro aqui em Jackson Holeainda não diminuiu, e seus efeitos na economia estãoaparecendo", disse Bernanke em conferência na sexta-feira. Lipsky disse que a economia dos Estados Unidos pode secontrair levemente na segunda metade do ano. Embora a definiçãotécnica de recessão seja dois trimestres seguidos de queda doPIB, ele avisou que haverá um período claro de lentocrescimento, com previsões de expansão do FMI de 1,3 por centoneste ano e de 0,8 por cento em 2009. Outros na conferência não tiveram dúvidas de que a economiados Estados Unidos está se direcionando para um golpe dolorido. "É onde estamos hoje, no meio de uma crise financeira, coma economia escorregando para uma recessão", disse o economistade Harvard Martin Feldstein, até pouco tempo diretor doDepartamento nacional de Pesquisa Econômica dos EUA.

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