WikiLeaks diz não saber quem vazou documentos sobre guerra ao Taleban

Segundo site, medida ajuda a proteger fontes de agências de espionagem e corporações hostis

Associated Press

28 de julho de 2010 | 12h56

WASHINGTON - O editor-chefe do Wikileaks, Julian Assange, assegurou nesta quarta-feira, 28, que seu site não conhece a identidade de quem vazou os 91 mil documentos sigilosos sobre a guerra no Afeganistão. Segundo ele, o modus operandi do site garante o sigilo de quem publica os documentos.

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Segundo Assange, esta medida ajuda a proteger as fontes de agências de espionagem e corporações hostis. "Nunca sabemos a fonte das informações. Nosso sistema está desenhado de modo a manter isso no sigilo", disse.

Ainda de acordo com o editor-chefe do site, o caráter anônimo das fontes gera preocupações sobre a veracidade dos documentos. No entanto, Assange diz que problemas com denúncias falsos são muito raros.

De acordo com o governo dos EUA, agentes americanos no Afeganistão e no Paquistão poderiam correr perigo depois da divulgação das informações.O presidente americano, Barack Obama, disse que o vazamento poderia prejudicar indivíduos e operações.

O secretário de Justiça, Eric Holder, disse que uma investigação do Pentágono irá determinar se haverá punições penais ao vazamento, caso o responsável seja identificado.

Em Bagdá, o chefe do Estado Maior, almirante Mike Mullen, se disse assombrado pelo vazamento. "Há uma verdadeira ameaça potencial que põe em risco vidas americanas.

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Reprodução de um dos arquivos vazados ao Wikileaks

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