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WikiLeaks tem mais documentos sobre guerras, diz Pentágono

Site já divulgou quase 500 mil relatórios secretos sobre conflitos no Iraque e Afeganistão

Reuters,

26 de outubro de 2010 | 21h00

WASHINGTON (Reuters) - O site WikiLeaks, que já divulgou quase 500 mil documentos sigilosos dos Estados Unidos sobre as guerras do Iraque e Afeganistão, ainda tem mais arquivos em seu poder do que admitiu, disse o Pentágono nesta terça-feira, 26.

 

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A revelação de 400 mil documentos sobre a guerra do Iraque, na sexta-feira passada, foi o maior vazamento desse tipo na história militar dos EUA. Em julho, o site já havia revelado 70 mil documentos sobre a guerra do Afeganistão.

 

O site diz ter outros 15 mil documentos que podem ser divulgados sobre o Afeganistão, além de um vídeo.

 

"Essas são as coisas das quais eles falam publicamente. E temos razões para crer que eles têm outros documentos também", disse o coronel Dave Lapan, porta-voz do Pentágono, a jornalistas.

 

Questionado sobre se as autoridades militares tinham conhecimento independente sobre o que o WikiLeaks possuía em mãos, ele respondeu: "Temos". Mas não deu detalhes sobre o conteúdo.

 

Até agora, ninguém foi indiciado por ter permitido o vazamento, mas as investigações estão focadas sobre Bradley Manning, ex-analista de inteligência do Exército no Iraque.

 

Manning está detido sob a acusação de ter divulgado o vídeo de um bombardeio de helicóptero, em 2007, que matou 12 pessoas, inclusive dois jornalistas da Reuters.

 

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, disse que o site também está sob investigação.

 

Lapan disse que o Pentágono "não sabe ao certo" o conteúdo de um vídeo criptografado que consta no site do WikiLeaks, sob o título "insurance" ("seguro").

 

Também na terça-feira, o subsecretário de Defesa William Lynn disse em Bagdá que as autoridades dos EUA estão avaliando métodos para evitar vazamentos, como por exemplo as ferramentas que as empresas de cartões de crédito usam para detectar comportamentos suspeitos e evitar o vazamento de informações sigilosas.

 

"Em vez de impedir as pessoas de terem acesso aos dados, poderíamos fazer coisas como as companhias de cartão de crédito fazem, que é buscar comportamentos anômalos", disse Lynn.

 

"Se alguém está fazendo algo que não parece apropriado para o lugar onde as pessoas estão, se estão baixando 100 mil documentos quando estão em algum canto obscuro do país, por que estão fazendo isso? Você vai lá e pergunta a elas".

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