100 dos 5.000 presos fugitivos são recapturados no Haiti

Fugitivos continuarão a cumprir pena em prisão parcialmente destruída; cerca de 8.000 estavam no local

04 de fevereiro de 2010 | 20h57

A polícia do Haiti anunciou nesta quinta-feira, 04, que recapturou 100 dos 5.000 prisioneiros que escaparam da principal prisão do país, a Pénitencier National, no centro de Puerto Príncipe, depois do terremoto de 12 de janeiro que assolou o país.

 

O porta-voz da polícia, Frantz Lerebours, explicou ue os prisioneiros foram interceptados em várias

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regiões do país e que outros três dos presos fugitivos morreram em trocas de tiros com agentes policiais. Segundo Lerebours, vários se entregaram voluntariamente às autoridades policiais.

 

De acordo com o porta-voz, "as pessoas recapturadas vão continuar cumprindo sua pena na prisão" parcialmente destruída e atualmente submetida a trabalhos de reconstrução.

 

Cerca de 8.000 prisioneiros estavam detidos no edifício sob a vigilância de agentes da Polícia Nacional do Haiti (PNH) e da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah).

 

O ministro da Justiça haitiano, Paul Denis, afirmou nesta quinta que está em andamento uma investigação para determinar as responsabilidades na fuga dos prisioneiros em 12 de janeiro. "Realizamos uma investigação para saber em que condições se realizaram estas fugas", disse o alto funcionário.

 

Segundo o ministro, a diligência também apura fugas registradas em Carrefour e Delmas, onde as prisões foram destruídas. Denis declarou que, de qualquer maneira, houve "cumplicidade" na evasão massiva de prisioneiros para "facilitar a fuga de alguns grandes 'chefões'."

 

De acordo com autoridades haitianas, o terremoto de 7 graus na escala Richter que devastou a nação caribenha causou mais de 200.000 mortos, mais de 1 milhão de desabrigados e 3 milhões de danificados.

 

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