33 mulheres invadem mina para pedir emprego de volta no Chile

Grupo quer ser recontratado pelo governo, que criou trabalhos de emergência após terremoto de fevereiro

AP,

16 de novembro de 2010 | 23h12

SANTIAGO- Imitando o grupo de mineiros resgatado do fundo de uma mina no norte do Chile, 33 mulheres invadiram nesta terça-feira, 16, uma mina de carvão abandonada para exigir que seus empregos de emergência sejam restituídos.

 

Usando capacetes de minerador, as mulheres ocuparam a mina a 700 metros de profundidade. Elas ameaçam iniciar uma greve de fome se o governo não recontratá-las no empregos criados para diminuir a recessão gerada pelo terremoto e tsunami de fevereiro.

 

Nas proximidades da mina, há mais de cem mulheres que apoiam as 33. Elas pertencem às localidades de Lota, Coronel e San Pedro de La Paz, na região de Bio Bío, a mais afetada pela catástrofe do início do ano.

 

A mina usada pelas mulheres para protestar foi abandonada há décadas, quando a extração de carvão deixou de ser um negócio rentável, e atualmente é um museu com visitas guiadas.

 

O grupo das 33 foi contratado pelo governo para trabalhos de limpeza e despejo dos escombros deixados pelo tremor. "O que ganhamos é pouco, 138 mil pesos (cerca de US$ 287), mas precisamos disso", afirmou Angela Mellado de dentro da mina.

 

"Se não tivermos nenhuma resposta, começaremos uma greve de fome", ameaçou Cecilia Bustos.

 

O plano de empregos de emergência do governo chileno foi concluído em 4 de novembro, deixando 8.000 pessoas desempregadas. Em outubro, outros 9.500 empregos foram extintos. O governo estuda a recontratação de cerca de 3.000 pessoas.

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