Carl Juste/Associated Press
Carl Juste/Associated Press

37 mil haitianas grávidas estão nas ruas sem assistência

ONG alerta que estas mulheres correm risco de sofrer complicações e de morrer no parto

Efe,

17 de janeiro de 2010 | 08h29

Cerca de 37.000 mulheres grávidas se encontram entre a população haitiana afetada pelo devastador terremoto de 12 de janeiro, e suas vidas correm perigo por causa da falta de comida, água potável e atenção médica, advertiu neste domingo, 17, a ONG Care.

 

Além das grávidas, a situação também é crítica para um número indeterminado de mães recentes que estão amamentando seus bebês, assim como para os próprios recém-nascidos, em um país onde a metade da população é menor de 18 anos.

 

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milhares de feridos que se aglomeram em suas portas. A Care adverte que as mulheres grávidas que não podem receber assistência médica correm um grave risco de complicações, e de morrer no parto.Já antes do desastre, o Haiti tinha a taxa mais alta de morte materna na região, com 670 mortes para cada 100 mil nascimentos.

 

"Há muitas mulheres dando à luz nas ruas,diretamente nas ruas. A situação é muito crítica. As mulheres tratam de chegar ao hospital mais próximo, mas a maioria está cheio, e é muito difícil que possam receber os cuidados que requerem", disse a diretora da Care no Haiti, Sophie Perez. "As mães e seus filhos podem morrer por causa de complicações por falta de atenção médica", acrescentou.

 

Em situações normais, especialistas apontam que aproximadamente 15% das mulheres grávidas tiveram alguma complicação que exigiu uma intervenção médica, o que se agrava em casos de desastres.

 

A maioria das mortes maternas se devem a hemorragias, infecções, abortos, trabalho de parto difícil e problemas de hipertensão.

 

Para ajudar estas mulheres, a Care considera prioritárias a distribuição de comprimidos de purificação de água, de alimentos, e de kits de higiene com artigos como sabão, pasta de dentes, compressas para as mulheres e fraldas para os bebês.

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