45 foram mortos no Haiti acusados de propagar a cólera no país

Pessoas acreditam que praticantes do vudu usaram magia negra para espalhar a doença

AP,

24 de dezembro de 2010 | 18h45

PORTO PRÍNCIPE- Ao menos 45 pessoas foram mortas no Haiti em meio a acusações de que usaram "magia negra" para propagar a cólera no país, informou nesta sexta-feira, 24, o diretor da Associação Vudu, Max Beauvoir.

 

A maioria dos assassinatos aconteceu em Jeremie, um povoado litorâneo no sul do país, onde pessoas foram linchadas, queimadas ou atacadas com machetes, informou Beauvoir, um sacerdote praticante do vudu.

 

Também foram reportados homicídios no Cabo Haitiano e na Meseta Central, na maioria dos casos contra praticantes de magia negra.

 

Cerca de metade das 9,6 milhões de pessoas que vivem no Haiti praticam o vudu, uma mistura do cristianismo com a religião da África ocidental.

 

A Associated Press reportou as mortes pela primeira vez no início de dezembro, quando a polícia disse que ao menos 12 assassinatos haviam sido cometidos na zona rural do Haiti.

 

A epidemia de cólera trouxe mais medo e confusão ao país. A doença matou ao menos 2.400 pessoas e pode ter afetado mais de 600.000, segundo especialistas, e começou a se espalhar quando o Haiti tentava se recuperar do devastados terremoto que matou 300.000 pessoas e deixou 1,5 milhões de desabrigados há quase um ano.

 

A ONU lançou recentemente uma comissão científica internacional para investigar a fonte do surto. Especula-se com insistência que a doença foi causada por soldados nepaleses da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah).

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