70% dos prédios de Porto Príncipe foram destruídos, diz CICV

Possibilidades de encontrar sobreviventes do terremoto haitiano seguem diminuindo, afirma Cruz Vermelha

Reuters e Efe,

15 de janeiro de 2010 | 12h29

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) anunciou nesta sexta-feira, 15, que segundo seu balanço mais recente, 70% dos edifícios da capital do Haiti, Porto Príncipe, ficaram destruídos por causa do terremoto de terça. "As possibilidades de encontrar mais sobreviventes seguem diminuindo. Em cerca de 15 áreas da cidades, os danos são muito graves, com pelo menos 70% dos edifícios destruídos", afirmou o órgão em comunicado.

 

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O comitê destacou também que milhares de afetados pelo tremor passaram mais uma vez a noite nas ruas. "As pessoas acamparam em cerca de 40 pontos de concentração disseminados pela cidade, muito assustados para dormir no interior dos edifícios, com medo de desabamentos."

 

A Cruz Vermelha destaca que a maioria dos hospitais e estruturas médicas está funcionando no limite, com falta de médicos e enfermeiros para atender a chegada contínua de feridos. "Hospitais estão cheios e não podem receber mais pacientes", acrescenta. Assim como o resto da cidade, os hospitais sofrem com falta de água.

 

Aviões cheios de mantimentos chegavam na quinta-feira ao aeroporto de Porto Príncipe num ritmo mais rápido do que os funcionários em terra conseguiam descarregá-los. As autoridades aéreas haviam restringido a chegada de voos não militares do espaço aéreo dos EUA, temendo que os aviões ficassem sem combustível enquanto esperavam para pousar.

 

"Este não é o momento de lançar um contêiner de blocos de cimento ou telhas na pista. Precisamos fazer primeiro as primeiras coisas, e estamos em modo de auxílio de emergência", disse David Owens, vice-presidente de desenvolvimento corporativo do grupo humanitário World Vision.

 

O tremor de magnitude 7,0 que devastou o país mais pobre das Américas, na terça-feira, destruiu milhares de casas, interrompeu as telecomunicações, bloqueou estradas e deixou o principal porto marítimo do país sem condições de uso. A Cruz Vermelha local estima que entre 45 mil e 50 mil pessoas tenham morrido, e que haja 3 milhões de feridos e desabrigados.

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