819 paramilitares colombianos desmobilizados foram mortos

Segundo relatório divulgado pela OEA, a maior parte dos assassinatos foi por disputas por controle de regiões

Efe,

15 de julho de 2008 | 11h40

Cerca de 819 paramilitares colombianos que se desmobilizaram no processo de paz com o governo do presidente Álvaro Uribe foram assassinados, a maior parte por disputas por controle de regiões e por não desejarem se reincorporar a novos grupos, segundo um relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA) revelado nesta terça-feira, 15, pela imprensa local. O relatório da OEA, que cumpriu as funções de observadora do processo de desmobilização dos esquadrões paramilitares nos últimos cinco anos, afirmou que a polícia da Colômbia registrou o assassinato de 819 desmobilizados, segundo o jornal El Tiempo. As Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) e o governo realizaram um processo de paz entre 2003 e 2006, processo em meio ao qual se desmobilizaram cerca de 31 mil combatentes. "Na maior parte dos casos não há investigações concretas", declarou a OEA, que confirmou que os departamentos mais críticos são Antioquia, Cesar, Cordoba, Magdalena e as mortes poderiam estar ligadas a disputas por controle de regiões, disputas entre combatentes e por não se reincorporarem a novos grupos. "A missão (da OEA) não pode deixar de notar que é de sua maior preocupação que ainda não se tenha definido a situação jurídica (dos desmobilizados). Ao não verem esclarecida sua situação podem voltar às armas", advertiu a entidade internacional. Outro dos temas que foi criticado no processo de paz com as AUC é que muitos menores de idade foram enviados diretamente para suas casas sem serem atendidos psicologicamente por especialistas. Além disso, o El Tiempo destacou que existem propriedades dos ex-chefes paramilitares que estão em nome de outras pessoas e que não foram entregues para beneficiar as vítimas.

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