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88% dos argentinos dizem que conflito no país é 'preocupante'

Pesquisa mostra também que 72% aprovaram a convocação ao diálogo feita por Cristina Kirchner na quinta

Efe,

29 de março de 2008 | 14h26

De acordo com uma pesquisa realizada pela consultoria D'Alessio Irol, 88% dos argentinos considera "preocupante" para a estabilidade política do país o conflito entre o governo e o setor agropecuário. Veja também:Fracassa reunião entre governo e ruralistas; trégua acaba Ainda segundo a enquete, 72% dos consultados aprovaram a convocação ao diálogo feita na quinta-feira passada pela presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, quando a mobilização e os protestos iniciados pelo setor agropecuário chegavam ao 15º dia. Dentre os entrevistados, 56% qualificaram o conflito como "muito preocupante", enquanto 32% disse que é "preocupante". Antes do discurso pronunciado pela presidente, no qual fez o chamado ao diálogo, 69% dos consultados havia expressado que a causa do conflito estava na "falta de diálogo do governo". Após as palavras de Cristina, boa parte dos participantes da pesquisa se mostrou a favor da iniciativa da governante, enquanto 52% destacaram que é necessário "fazer uma trégua" entre o setor do campo e o governo para resolver o conflito. As quatro maiores associações agrárias iniciaram o locaute (paralisação liderada pelos patrões) no dia 13 de março em protesto ao aumento dos impostos para as exportações de grãos, anunciado um dia antes pelo governo. As entidades suspenderam temporariamente nesta sexta-feira a medida de força, depois que Cristina os convocou ao diálogo, na quinta-feira passada, embora neste sábado os protestos em algumas estradas argentinas tenha continuado. Representantes das organizações e do governo não conseguiram chegar a um acordo depois da extensa reunião que mantiveram até esta madrugada. A mobilização tem gerado o desabastecimento de produtos básicos em muitas cidades do país, afetando inclusive outros setores da economia, como a indústria, o transporte de carga e passageiros. O protesto do campo recebeu mostras de apóio por parte de stores da população de Buenos Aires e outras grandes cidades da Argentina, que esta semana realizaram "panelaços" de protesto.

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