Carolyn Kaster/AP
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A Obama, Dilma diz que alianças devem ser 'entre iguais'

Em discurso na 6ª Cúpula da Américas, na Colômbia, presidente brasileira cobra diálogo e ajuda mútua entre países

Agência Efe e Brasil

14 de abril de 2012 | 15h34

A presidente Dilma Rousseff disse neste sábado, 14, ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que as alianças entre os países latinoamericanos e europeus devem ser em pé de igualdade e defendeu os processos de integração regionais. Os pedidos foram parte do discurso da presidente durante a 6ª Cúpula da Américas, na Colômbia.

"Alianças entre iguais", reafirmou a presidente sobre a relação que deve prevalecer com Washington, ao relembrar que "no passado, relações assimétricas entre norte e sul  têm sido responsáveis por processos muito negativos". O discurso foi feito para líderes empresariais.

"Ninguém produz conhecimento, ciência, educação de qualidade se um é superior a outro (...) todos nós sabemos que não existe diálogo entre pessoas e países desiguais, só há cooperação se nos colocarmos como países que dependem uns dos outros, a fim de tornar este mais próspero", afirmou Dilma.

Dilma destacou ainda a necessidade de articulação das fontes de financiamento do setor produtivo dos diversos países e citou como exemplo o “extraordinário crescimento” nas relações de investimento entre o Brasil e a Colômbia. “Precisamos articular também processos de sustentação e financiamento dos nossos setores produtivos e dos nossos investimentos. Seja com o Focen [Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento do Mercosul], seja com os nossos bancos de desenvolvimento, seja com o BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento]."

A 6ª Cúpula das Américas é realizada entre este sábado e domingo, 15, e tratará de temas como desastres naturais, redução da pobreza, acesso e utilização de tecnologias, segurança e integração. Além disso, é esperado que questões antigas que permeiam os debates no continente também sejam abordadas nos encontros entre os chefes de Estado. É o caso do combate ao tráfico de drogas e do apoio à Argentina no conflito histórico com a Inglaterra pelas Ilhas Malvinas.

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