Acampamento Esperanza vai se esvaziando após resgate de mineradores

Foco das atenções passou a ser Copiapó onde os mineradores foram levados para o hospital da região

Efe

14 de outubro de 2010 | 02h14

COPIAPÓ, CHILE - O acampamento Esperanza, transformado no lar dos familiares dos 33 mineradores que permaneceram soterrados por mais de dois meses, começou nesta quinta-feira, 14, a ser fechado diante do final de uma histórica e emocionante operação de resgate.

Os parentes começaram a esvaziar o local desde o início desta quarta-feira, à medida que os mineradores eram içados à superfície.

Muitos deles tinham ido se encontrar com os mineradores na saída do duto que lhes devolveu à vida. Outros se dirigiam direto ao hospital de Copiapó para poder abraçá-los durante as cerca de 48 horas que permanecerão internados.

Mesmo assim, alguns parentes preferiram continuar no acampamento até que os 33 fossem salvos.

Entre estes, estava a família dos irmãos Renan e Florencio Ávalos, e Alonso Contreras, primo de Carlos Barrios, que acompanharam pelas telas o resgate de cada um dos mineradores.

As telas também atraíram os jornalistas, que se mantiveram no acampamento até a saída do chefe de turno da equipe, Luis Urzúa, que, como um capitão de navio, foi o último a deixar o local da tragédia.

O epílogo da operação motivou a partida de muitas equipes de imprensa que seguiram para Copiapó, a cidade para onde agora os mineradores se deslocam.

Muitos jornalistas recolheram seus instrumentos de trabalho e saíram em caminhonetes rumo a Copiapó, aonde também se dirigem ambulâncias e caminhões de bombeiros que estiveram presentes neste resgate.

A partir desta quinta-feira, o acampamento será uma cidade fantasma, depois de concentrar tantos holofotes e atenções nacionais e internacionais.

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