Acordo com Venezuela põe Rússia no impasse com a Colômbia

Com parceria de extração quase firmada, Chávez planeja comprar tanques russos contra presença dos EUA

Reuters,

17 de agosto de 2009 | 10h41

Os governos da Rússia e da Venezuela se aproximaram de um acordo sobre a exploração de petróleo no último sábado, 15, firmando uma parceria que pode levar à participação dos europeus na resistência venezuelana à presença dos EUA na Colômbia.

 

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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse na semana passada que estava preparando seu país para comprar dezenas de tanques russos para combater a o plano americano de aumentar a presença militar na Colômbia.

 

"O presidente da Venezuela é um dos líderes na política internacional. Ele tem uma personalidade muito forte e é um grande amigo da Rússia", disse o vice-primeiro-ministro russo, Igor Sechin.

 

"Por experiência própria, sei que o que Chávez diz que vai fazer, ele definitivamente faz", disse Sechin após uma reunião com o vice-presidente venezuelano, Ramon Carrizalez.

 

Sechin disse que a cooperação militar com a Venezuela ajudará a Rússia a ampliar seu complexo industrial bélico, que sofreu os efeitos da crise econômica, mas não comentou sobre detalhes da venda de tanques ao país sul-americano, já que "isso é assunto para os presidentes".

 

A Rússia, o segundo maior exportador de petróleo do mundo, quer retomar os laços com países latino-americanos da época da União Soviética. O vice-premiê russo, além da Venezuela, também visitou Cuba e Nicarágua.

 

O acordo de extração prevê o investimento russo de US$ 30 bilhões (cerca de R$ 57 bilhões) no campo de Orinoco, que a Venezuela diz ser o maior do mundo. O projeto, que teria a participação da estatal russa PDVSA, seria o maior campo de extração dos europeus fora de seu território.

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