Adoção de crianças haitianas deve ser última opção, diz Unicef

Países ocidentais se dizem dispostos a receber crianças que perderam os pais no terremoto do dia 12

Efe,

19 de janeiro de 2010 | 15h17

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) afirmou nesta terça-feira, 19, que a adoção internacional de crianças haitianas que ficaram órfãs após o devastador terremoto é considerada "a última opção".

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"Nossa política é tentar a todo custo encontrar parentes da criança, e conseguir a reunificação familiar. A adoção é vista como a última opção, quando todas as outras tiverem fracassado", disse a porta-voz do Unicef, Veronique Taveau.

Em entrevista coletiva, Taveau insistiu em que a agência da ONU está trabalhando para encontrar e identificar as crianças que ficaram sozinhas após o tremor de terra no Haiti.

"Encontramo-nas, identificamos e registramos, e depois privilegiamos a reunificação com a família, e, quando dizemos família, nos referimos à família ampla, ou seja, tios, primos, avôs ou outros parentes", ressaltou.

Taveau reagia assim às informações sobre que, em alguns casos, estão sendo acelerados os trâmites para adoções internacionais após a tragédia do Haiti.

A metade da população do país caribenho - que já antes do terremoto era o mais pobre do continente americano - é de menores de 18 anos.

Taveau disse não poder dar uma estimativa de quantas crianças ficaram órfãos ou foram atingidas no terremoto, mas disse que, "se as estimativas dizem que cerca de 2 milhões de pessoas foram afetadas, e as crianças são a metade da população, é fácil calcular"

 

 

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