Javier Galeano/AP
Javier Galeano/AP

Advogado de americanos presos no Haiti não tem licença para atuar

Jorge Puello também é suspeito de comandar rede de tráfico humano na América Central e no Caribe

12 de fevereiro de 2010 | 23h00

Um dominicano que prestou serviços de advocacia e porta-voz dos dez americanos detidos no Haiti acusados de sequestro de menores não tem licença para advogar em seu país natal, disseram funcionários nesta sexta-feira, 12.

 

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Jorge Puello, que tem sido defensor dos missionários americanos durante seu processo no Haiti, parece estar violando a lei dominicana por não ter se registrado na ordem de advogados do país e não obter uma licença, afirmou o vice-presidente da Associação Dominicana de Advogados, José Parra.

 

Parra disse que sua organização ainda estava investigando a situação e poderia apresentar uma queixa ao Departamento de Justiça, a qual poderia resultar em um processo judicial.

 

Puello recusou fazer comentários a respeito durante uma breve entrevista por telefone, dizendo que estava ocupado na corte representando uma companhia dos Estados Unidos que pretende fazer negócios na República Dominicana.

 

O site na internet da consultoria de Puello afirma que o escritório ofereceu "serviços legais completos" na República Dominicana e em outros países desde 2005. O site está fora do ar deste sexta-feira por razões desconhecidas.

 

O New York Times reportou na quinta-feira que as autoridades em El Salvador estão investigando se Puello é um homem suspeito de encabeçar uma quadrilha que trafica mulheres e crianças da América Central e do Caribe. O diário indicou que a polícia afirmou que a fotografia de Puello se parecia com a do suposto traficante.

 

O advogado negou qualquer conexão com o tráfico de pessoas em uma entrevista com o periódico e acrescentou que nunca esteve em El Salvador.

 

O subdiretor de investigações da polícia salvadorenha, Howard Cotto, disse à AP que as autoridades precisam comparar as impressões digitais antes de poder afirmar se Puello é o homem que está sendo investigado.

Não está esclarecido se a falta de credeciais de Puello teria algum efeito sobre os americanos detidos no Haiti por supostamente tentar retirar do país 33 crianças sem a autorização necessária depois do terremoto de 12 de janeiro.

 

Os dez missionários presos poderiam passar o fim de semana na prisão, se um juiz não tivesse recomendado sua liberdade provisória.

 

O procurador que recebeu o caso na quinta-feira, 11, disse à AP que o juiz responderá na próxima semana. Todas as repartições públicas fecharam na sexta, devido ao aniversário de um mês do tremor.

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