Agência da ONU vê riscos após morte de índios na Colômbia

A Colômbia deve investigar o assassinato de 17 pessoas da etnia indígena awa, ocorrido na semana passada, fato que elevou o risco de deslocamento humano, informou a agência para refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU) na terça-feira. Ron Redmond, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (UNHCR na sigla em inglês), disse que os relatos iniciais indicam que "um grupo armado irregular" executou o ataque contra civis em retaliação à chegada de forças colombianas à região sudoeste. "O restante da população está agora extremamente amedrontado em meio a preocupações crescentes com um deslocamento em massa de pessoas nos próximos dias", disse Redmond em uma entrevista coletiva em Genebra, onde o UNHCR tem sua sede. A comunidade awa, com 21 mil pessoas, foi pega no fogo cruzado de gangues criminosas combatendo grupos guerrilheiros marxistas por causa de terras produtoras de cocaína em Narino, ponto de uma importante rota para traficantes enviarem drogas aos Estados Unidos e ao México. Redmond disse que a população awa "foi submetida a graves violações de direitos, a assassinatos e a deslocamentos forçados" e que alguns deles buscaram refúgio no Equador. Ele afirmou que esse tipo de violência levou a mais de um terço das 87 tribos indígenas da Colômbia à iminência da extinção. (Reportagem de Laura MacInnis)

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