Agências da ONU se concentram na reconstrução peruana

Nações Unidas preparam para segunda etapa de ajuda aos desabrigados pelo terremoto da semana passada

Efe,

24 de agosto de 2007 | 11h42

As agências da ONU que atuam no Peru passarão a se concentrar a partir de agora nos trabalhos de reabilitação e reconstrução do país, com o fim da primeira fase de emergência iniciada devido ao forte terremoto que atingiu o país em 15 de agosto.Veja Também Assessor do papa chega ao Peru com promessa de ajudaPeru recaptura um terço de detentos que fugiram após tremor"A fase de emergência já passou, agora nos concentraremos na reconstrução e reabilitação, apesar de ainda existirem muitas pessoas sem casa", afirmou nesta sexta-feira, 24, em entrevista coletiva a porta-voz do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), Elizabeth Byrs.A porta-voz disse que o Fundo Central para Respostas de Emergências das Nações Unidas (Cerf) colocou à disposição das agências da ONU cerca de US$ 9,5 milhões para ajudar as vítimas do terremoto de 8 graus na escala Richter.O tremor matou 514 pessoas, outras 1.090 ficaram feridas e 37 mil imóveis foram destruídos, de acordo com os últimos dados do organismo.Centenas de escolas ficaram danificadas, e, por isso, estima-se que serão necessários 5 mil colégios pré-fabricados. Segundo Byrs, a situação de saúde está sob controle, apesar de muitos hospitais terem ficado gravemente destruídos.A ONU também enviou à região atingida uma missão para estudar os danos causados pelo terremoto no meio ambiente. Até agora, a organização ainda não solicitou recursos à comunidade internacional, o que será feito no dia 28 de agosto, segundo Byrs.A porta-voz explicou que a organização prefere que os países que queiram ajudar os desabrigados transfiram o dinheiro à ONU para que o organismo encarregado possa distribuí-lo entre as várias agências que mais precisam, em vez de enviar fundos diretamente ao país.A Organização Internacional de Migrações (OIM) disse que, em coordenação com o governo peruano e com as outras agências, trabalha na criação de abrigos temporários.Por enquanto, foram construídos três, um em cada uma das três províncias mais afetadas, Chincha, Pisco e Ica. Cerca de 60 mil pessoas devem morar pelos próximos seis meses no abrigo construído em Ica.A OIM conta com quase US$ 4,5 milhões concedidos pelo Cerf, que a organização usará para criar abrigos e dividir ajuda não-alimentícia.O Programa Mundial de Alimentos (PAM) anunciou que, apesar de estradas e caminhos terem sido liberados, os problemas de logística ainda persistem e, por isso, a distribuição de alimentos continua lenta.O PAM agradeceu ao departamento de Ajuda Humanitária da Comissão Européia por sua contribuição de 400 mil euros em ajuda alimentícia. Os fundos ajudarão o PAM a estabelecer uma operação de emergência que pretende alimentar os 80 mil desabrigados mais vulneráveisdurante os próximos nove meses.Essa contribuição de urgência faz parte dos 2 milhões de euros que a Comissão Européia destinou para ajudar os desabrigados no Peru. Atualmente 27 funcionários das Nações Unidas de dez agências diferentes trabalham no local.

Tudo o que sabemos sobre:
terremotoPeru

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.