AI celebra libertação de reféns e lembra proibição de seqüestro

Entidade defensora dos direitos humanos reafirmou que partes envolvidas em conflitos não devem manter reféns

Efe,

02 de julho de 2008 | 19h17

A Anistia Internacional (AI) celebrou nesta quarta-feira, 2, a libertação de Ingrid Betancourt, que foi resgatada das mãos das Forças Revolucionárias Armadas da Colômbia (Farc) com três cidadãos americanos e outros 11 seqüestrados em uma operação do Exército colombiano. A ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, que estava sob poder da guerrilha desde 2002, "é uma das centenas de reféns que ainda estão em mãos das Farc, do Exército de Libertação Nacional (ELN) e de outros grupos", lembrou a AI. Veja também:Quem são os ex-reféns libertados pelo Exército colombianoEUA elogiam operação de resgateResgate de Ingrid é vital para a paz, diz EvoGoverno espanhol expressa satisfação Parentes de reféns resgatados choram e riemChanceler colombiano se diz emocionado O drama de IngridPor dentro das Farc Histórico dos conflitos armados na região    Em comunicado divulgado nesta tarde em Santiago do Chile, a organização humanitária com sede em Londres reafirmou que "as partes envolvidas em um conflito armado têm expressamente proibido" seqüestrar pessoas. "A Anistia Internacional pediu e pede a libertação imediata e incondicional de todas as pessoas seqüestradas, em muitos casos ao longo de muitos anos, cuja situação é um escândalo de direitos humanos no prolongado conflito colombiano", diz o texto. A AI advertiu que o seqüestro "é uma violação flagrante do Direito Internacional Humanitário que pode constituir um crime de guerra". Além disso, pediu às Farc e ao ELN "que ordenem a seus integrantes que não matem e que tratem o tempo todo com humanidade todas as pessoas capturadas, incluindo as que se encontram feridas e as que tentam se render, sejam civis, membros das Forças Armadas e grupos paramilitares aliados a elas". "Enquanto os civis e outras pessoas permanecerem como reféns das forças de guerrilha, sua integridade física é responsabilidade do grupo que os retém", lembrou a organização defensora dos direitos humanos.

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