Ajuda internacional começa a chegar à costa peruana

Primeiros aviões com ajuda brasileira devem chegar neste sábado ao país carregados com alimentos

EFE

18 de agosto de 2007 | 04h57

A ajuda e a solidariedade internacional começaram a chegar à costa central do Peru, onde algumas localidades foram devastadas pelo terremoto de 8 graus na escala Richter que atingiu o país na quarta-feira. Os primeiros aviões com ajuda brasileira devem chegar neste sábado ao Peru, segundo a "Agência Brasil". Eles vão transportar cerca de 30 toneladas de arroz, feijão, açúcar, leite em pó, macarrão, óleo e farinha. Um terceiro avião da Força Aérea Brasileira deverá levar na segunda-feira mais 16 toneladas de alimentos doados pelo Governo, acrescentou a agência. Nesta sexta-feira desembarcaram no aeroporto de Pisco, a cidade mais afetada pelo desastre, cinco especialistas em desastres vindos da Espanha e 14 membros do grupo Bombeiros Unidos Sem Fronteiras. Eles levaram quatro cachorros treinados para a localização de pessoas entre os escombros. Os bombeiros e seus cachorros iniciarão no sábado a busca de possíveis sobreviventes entre os escombros. Segundo as autoridades, cerca de 80% das casas da cidade, a maioria construída com adobe, foram destruídas. Na noite da sexta-feira, Pisco recebeu também um Hércules C-130 da Força Aérea Peruana, que saiu de Lima com três centrais de purificação de água enviadas pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional (Aeci). Elas poderão abastecer 7.500 pessoas. A água é a maior necessidade da população. Desde quarta-feira, quando aconteceu o terremoto, Pisco se encontra sem serviços básicos e também não dispõe de eletricidade nem telefones fixos. Só os celulares funcionam, mesmo assim com dificuldades. Neste sábado deve chegar ao aeroporto da cidade mais um avião espanhol com 100 toneladas de ajuda humanitária e 11 técnicos em desastres. A Aeci pretende continuar enviando ajuda ao Peru para atenuar as necessidades dos milhares de desabrigados. O Boeing 747 levará essencialmente alimentos, remédios, cobertores e tendas de campanha, que a Defesa Civil do Peru solicitou para atender às necessidades básicas da população. A maior carga até agora foi a enviada pela Colômbia. O ministro de Proteção Social colombiano, Diego Palacios, viajou na sexta-feira ao Peru num Boeing 707 da Força Aérea de seu país, para entregar 35 toneladas de ajuda. O presidente Álvaro Uribe anunciou uma visita de solidariedade ao Peru. Equipes da Defesa Civil colombiana já se encontram na região de Paracas, avaliando as necessidades médicas. Ainda não se sabe o alcance real da destruição causada pelo terremoto na localidade, segundo as autoridades. Equipes de resgate militares dos Estados Unidos e Bolívia também iniciaram trabalhos de auxílio na área. O Chile enviou uma carga de ajuda humanitária num avião Hércules C-130. Outros países da Europa e América anunciaram o envio de grupos de socorro e de mais ajuda aos desabrigados. Na região de Pisco, Ica, Chincha e Cañete, a mais afetada pelo terremoto, a falta de água e alimentos começa a provocar protestos da população. Autoridades de Pisco temem que a escassez de produtos básicos provoque conflitos e saques devido ao desespero das pessoas.

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