Alan García pede que disputa não piore relação com o Chile

Santiago chamou embaixador em Lima para protestar contra mapa cuja fronteira violaria acordos comerciais

REUTERS

14 de agosto de 2007 | 19h51

As diferenças entre Peru e Chile a respeito da fronteira marítima não devem prejudicar a relação bilateral, disse nesta terça-feira, 14, o presidente peruano, Alan García, tentado amenizar o impacto provocado em Santiago pela publicação de um mapa oficial que define o limite das águas entre os países.   Veja Também Patrulha chilena segue em zona marítima reivindicada pelo Peru O Chile chamou na segunda-feira seu embaixador no Peru, a fim de expressar um protesto formal pela publicação de um mapa oficial peruano que define sua fronteira no sul e que, segundo Santiago, viola acordos comerciais."Este tema jurídico, que deve ser submetido a um tribunal mundial, não deve dar lugar a inimizades, adjetivos, exageros de posições ou a falsos protecionismos, mas deve ser colocado no nível que tem para que se continue uma boa relação entre nossos países", disse García no Palácio do Governo.O Peru considera que o mapa é importante para sustentar sua posição sobre o antigo limite de fronteira com o Chile, que será submetido a julgamento da Corte Internacional de Justiça em Haia.O presidente peruano disse confiar que não haverá nenhum problema entre Peru e Chile quando a questão for submetida ao tribunal de Haia.O Chile afirma que sua fronteira marítima com o Peru foi definida em tratados assinados por ambos os países em 1952 e 1954, assim como as demarcações de terras em 1968 e 1969.Mas o Peru assegura que os tratados entre os dois países não constituem um acordo fronteiriço formal.Os dois países tem relações conflituosas desde que se enfrentaram no fim do século 19 em uma guerra na qual o Peru perdeu parte de seu território.

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