Aliado de Kirchner vence em Tucumán com 78,08% dos votos

Kirchner e seus aliados venceram em seis das dez províncias que tiveram eleições desde o início do ano

Ariel Palacios, do Estadão,

27 de agosto de 2007 | 18h55

O governador da província de Tucumán, José Alperovich, da Frente pela Vitória, uma sublegenda do Partido Justicialista (Peronista), foi reeleito com 78,08% dos votos. A vitória de Alperovich foi atribuída em grande parte ao presidente Néstor Kirchner, que no último mês e meio atarefou-se como cabo eleitoral do governador.  O segundo colocado foi Ricardo Bussi, com 5,25% dos votos, do partido de extrema-direita Força Republicana (filho do general Antonio Bussi, ex-integrantes da ditadura). O terceiro colocado foi Esteban Jerez, da Coalizão Cívica, de centro-esquerda, com 3,72%. Tucumán é uma das principais províncias do norte da Argentina e o centro da produção de açúcar. Após anunciar a vitória, Alperovich pediu aos habitantes da província que votem no governo nas eleições presidenciais de outubro. No fim de semana anterior, outro aliado de Kirchner, Luis Beder Herrera, foi eleito governador na província de La Rioja. Os aliados de Kirchner venceram em seis das dez províncias que realizaram eleições para governador desde o início deste ano. Maiores províncias No próximo domingo, serão realizadas eleições para governador nas províncias de Córdoba e Santa Fe, as duas maiores da Argentina depois da província de Buenos Aires.  Em Córdoba, o candidato de Kirchner, Juan Schiaretti, é o preferido nas pesquisas.  Em Santa Fe, o candidato presidencial - o ex-chanceler Rafael Bielsa - está em segundo lugar. Mas, o primeiro colocado, o socialista Hermes Binner, já declarou que embora dispute o posto de governador com o candidato do presidente na província, na esfera nacional apóia a candidatura de Cristina Fernández de Kirchner, mulher do presidente. A candidata governista é a favorita para ganhar as eleições de outubro.  Uma pesquisa da consultoria Analogias indica que Cristina Kirchner obteria 50,1% dos votos. A candidata da Coalizão Cívica, Elisa Carrió, de centro-esquerda, ficaria com 10,9%. O ex-ministro da Economia, Roberto Lavagna, do partido Uma Nação Avançada, auto-denominado de "centro-progressista", teria 9,4%.

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