Aliado militar de Chávez chama reforma constitucional de golpe

General Raúl Baduel foi uma das figuras essenciais para o retorno de Chávez ao poder após breve golpe em 2002

Reuters,

05 de novembro de 2007 | 16h28

Um ex-ministro da Defesa bem próximo ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, fez duras críticas nesta segunda-feira, 5, ao projeto de reforma constitucional promovido pelo venezuelano, chamando-o de um "golpe de Estado" que viola os direitos dos cidadãos. O general aposentado Raúl Baduel, uma das figuras essenciais para o retorno de Chávez ao poder depois de um breve golpe em 2002, disse numa entrevista coletiva que as reformas propostas violam a legislação vigente e tiram o poder do povo. "Na prática, estaria-se consumando um golpe de Estado, violando de maneira descarada o texto constitucional e seus mecanismos", afirmou o ex-ministro. Chávez já disse que a reforma, que deve ir a referendo popular no dia 2 de dezembro, é vital para a construção do "socialismo do século 21" anunciado por ele. Entre as medidas estão a possibilidade de reeleição indefinida para presidente, a ampliação do mandato de seis para sete anos e a supressão dos direitos constitucionais em caso de estado de exceção. Baduel pediu aos venezuelanos que se informem bem das mudanças e que rejeitem "a fraude" no referendo. Enquanto era ativo nas Forças Armadas, Baduel era constantemente elogiado por Chávez.

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