Alimentos e água potável são escassos no México inundado

Enchentes afetaram meio milhão de pessoas com destruição total ou parcial de suas moradias

Associated Press

05 de novembro de 2007 | 04h37

Os alimentos e a água potável ainda estão escassos no sul do México neste domingo, 4, após uma semana de inundações que destruíram ou danificaram grande parte das casas de meio milhão de pessoas. As autoridades disseram que dois cadáveres apareceram flutuando nas águas contaminadas que cobriam boa parte da região. Com estas são 10 vítimas fatais conhecidas no desastre. Desde que os rios começaram a transbordar em 28 de outubro, pelo menos meio milhão de pessoas sofreram com a destruição total ou parcial de suas moradias, e outras tantas foram afetadas pela falta de serviços públicos e cortes em estradas no estado de Tabasco, segundo o governo. No estado vizinho de Chiapas, as águas levaram quatro pontes e 290 quilômetros de estradas. "A gente briga por comida e água, e a falta de eletricidade e água encanada tornam a vida impossível", disse Martha Lília López, que distribui alimentos recolhidos por uma organização sem fins lucrativos dirigida por ela. Em Tabasco, muitas pessoas permaneciam nos tetos ou pisos superiores de suas casas inundadas para defender seus bens dos saqueadores, mas os ânimos decaíam à medida do esgotamento da água potável, alimentos e outros bens de primeira necessidade. "Queria eu estar em minha casa ao invés de estar em um refúgio, mas acabou tudo o que era nosso", testemunhou Patricio Bernal, de 53 anos, retirado em um bote de sua casa em Villahermosa, junto com a esposa. "Passamos dias sem comida. Acreditávamos que íamos morrer", disse Marta Vidal, de 47 anos, resgatada por um helicóptero. Daniel Montiel Ortiz, que supervisionou os resgates no helicóptero, disse a equipe de salvamento foi "seletiva" na atuação, privilegiando os doentes, que levavam a comunidades abastecidas por água potável.

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