Alta de impostos e segurança afetam aprovação de presidente do México

Pela primeira vez, mais mexicanos desaprovam o desempenho do presidente do país, Peña Nieto, do que aprovam, em parte por causa dos aumentos de impostos realizados por ele, mostrou pesquisa divulgada neste domingo, aniversário de seu primeiro ano no cargo.

Reuters

01 de dezembro de 2013 | 16h28

A pesquisa do jornal Reforma, feita com 1.020 pessoas, mostrou que, enquanto 48 por cento dos entrevistados não aprovam o desempenho de Peña Nieto --acima dos 30 por cento registrados em abril-- apenas 44 por cento o aprovam.

O índice de aprovação foi menor que a leitura de 50 por cento feita há oito meses. Além disso, ficou pela primeira vez abaixo da porcentagem de desaprovação desde que o presidente assumiu o cargo, em dezembro.

Os entrevistados pela pesquisa mostraram-se insatisfeitos principalmente com o novo esquema fiscal de Peña Nieto, que o Congresso do México aprovou em outubro. As mudanças fiscais incluem taxas de impostos de renda mais altas para os mais abastados, assim como novas taxações sobre comidas industrializadas, refrigerantes e lucros do mercado acionário.

A reforma, transformada em lei pelo presidente, busca elevar a receita em quase 2,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) até 2018.

Também houve preocupação com a maneira com que Peña Nieto lida com o crime organizado, com 58 por cento dos entrevistados dizendo que o presidente não está fazendo um bom trabalho e com 21 por cento aprovando seu trabalho.

(Reportagem de Gabriel Stargardter e Anahi Rama)

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