Ameaçado ex-refém das Farc pensa em deixar a Colômbia

Ex-senador Luis Eládio Pérez foi libertado unilateralmente no começo do ano após seis anos como refém

Efe,

08 de julho de 2008 | 00h32

O ex-senador colombiano Luis Eladio Pérez, que ficou em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) durante mais de seis anos, disse nesta segunda-feira, 7, que cogita a possibilidade de deixar o país. Ele afirma que vem recebendo incessantes ameaças de morte por conta de suas críticas à guerrilha desde que foi solto unilateralmente no começo do ano. Veja também:Colômbia nega usar europeus para desviar atenção das Farc Uribe ganha apoio para 3º mandato  O drama de IngridPor dentro das Farc Histórico dos conflitos armados na região   Cronologia do seqüestro de Ingrid BetancourtLeia tudo o que foi publicado sobre o caso Ingrid BetancourtO seqüestro de Ingrid Betancourt  A declaração de Pérez foi feita em sua chegada à sede do Ministério Público em Bogotá, onde foi dar seu depoimento sobre os dois guerrilheiros detidos na chamada Operação Xeque, que no último dia 2 libertou a franco-colombiana Ingrid Betancourt e mais 14 reféns. Ao ser perguntado por jornalistas sobre se pensa em deixar a Colômbia em virtude das ameaças de morte que recebe, Pérez disse: "Claro que sim, mas não tenho medo, porque se os colombianos continuarem tendo medo, nunca irão superar esta situação". Pérez também disse que os colombianos têm de "enfrentar as circunstâncias, ainda que sejam difíceis". "Temos que fazer isso com coragem, para acabar com este flagelo do seqüestro e, conseqüentemente, com a violência no país", acrescentou. O ex-congressista, seqüestrado em 10 de junho de 2001, também pediu nesta segunda que os dois rebeldes capturados sejam processados na Colômbia por "negligência" na morte, em janeiro de 2006, do major da Polícia Julián Guevara, que também era refém da guerrilha. Pérez disse ainda discordar de uma eventual extradição para os Estados Unidos dos carcereiros de Betancourt. Em declarações aos jornalistas, o ex-senador disse que Gerardo Antonio Aguilar, conhecido como "César", e Alexander Farfán, ou "Enrique Gafas", "devem pagar primeiro por seus crimes de lesa-humanidade na Colômbia".

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