Pilar Olivares/Reuters
Pilar Olivares/Reuters

Americana que integrou guerrilha passa à liberdade condicional no Peru

Lori Berenson cumpriu 15 de 20 anos de pena por ter colaborado com Movimento Tupac Umaru

Reuters

09 de novembro de 2010 | 10h04

LIMA - A Justiça peruana libertou na segunda-feira, 8, a americana Lori Berenson, que cumpriu 15 de 20 anos de pena por ter colaborado com uma guerrilha marxista, e agora passará outros cinco anos em liberdade condicional no Peru.

Berenson, que completa 41 anos nesta semana, já havia sido solta em maio, mas voltou à prisão em agosto, porque a polícia informou à Justiça que não conseguiu confirmar o endereço de Lima em que Berenson cumpriria a pena domiciliar.

A nova-iorquina voltou na tarde de segunda-feira ao seu apartamento no sofisticado bairro limenho de Miraflores. Ao contrário do que ocorreu em maio, não foi xingada pelos vizinhos. Ela não quis falar com a imprensa.

Em agosto, numa rara declaração pública, ela pediu desculpas por ter colaborado com o Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA). "Sim, colaborei com o MRTA. Nunca fui uma líder ou uma militante. Jamais participei de atos violentos ou sangrentos. Nunca matei ninguém", declarou ela na época.

Ex-aluna do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Berenson se envolveu em causas sociais na América Latina, e foi presa em um ônibus no Peru em 1995. O governo peruano disse que vai recorrer contra a libertação dela.

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