Americano preso em Cuba impede melhora de relações, dizem EUA

Alan Gross está detido desde dezembro em Havana sob suspeitas de espionagem e subversão

AP,

14 de setembro de 2010 | 19h18

MIAMI- O secretário de Estado adjunto para o Hemisfério Ocidental dos EUA, Arturo Valenzuela, disse nesta terça-feira, 14, que a detenção de um empreiteiro americano em Cuba desde impede a melhora de relações de Washington com a ilha. O funcionário também reiterou o pedido para que o governo cubano solte Gross.

 

Veja também:

linkApós anunciar demissão de 500 mil, Cuba deve incentivar cooperativas

 

"A detenção de Alan Gross é um impedimento para seguir adiante com algumas medidas a respeito de Cuba", disse Valenzuela após participar da Conferência das Américas em Miami.

 

"É um obstáculo para tentar avançar no que poderia ser mais de um diálogo entre os dois países", disse o funcionário, ao defender que Washington deixou claro o caso de Gross às autoridades cubanas.

 

"Esta é uma pessoa que tem estado presa sem acusações. A saber, não vimos nenhum avanço em seu caso", acrescentou o secretário adjunto.

 

Alan Gross, de 60 anos, está preso em Havana desde dezembro do ano passado sob suspeitas de espionagem e subversão. Ele trabalhava para uma empresa americana que executava programas americanos para promover a democracia em Cuba.

 

Segundo as autoridades cubanas, Gross cometeu "crimes graves" ao entregar equipamentos de comunicação via satélite proibidos a dissidentes em uma tentativa de promover os esforços dos EUA para desestabilizar o governo cubano.

 

Os Estados Unidos afirmam que Gross só ajudava grupos judeus a se conectarem a internet após entrar na ilha com Un visto de turista.

Segundo funcionários cubanos, o americano tem defesa garantida, recebeu assistência consular de diplomatas dos EUA e conversa com a família.

 

Reformas econômicas

 

Apesar do estancamento no caso de Gross, Valenzuela disse que os EUA tomaram nota das atuais reformas econômicas empreendidas pelo governo do presidente Raúl Castro.

 

A Central de Trabalhadores de Cuba afirmou ontem que o governo cortará mais de 500.000 servidores públicos nos próximos seis meses e dará maior abertura ao setor privado.

 

"Damos as boas vindas a qualquer medida que diz respeito ao setor privado em Cuba, que permite aos cubanos estabelecer suas próprias empresas, esse tipo de coisas", afirmou Valenzuela.

 

De acordo com o funcionário, esse tipo de reforma "demonstra o reconhecimento do fracasso do modelo econômico (cubano) pelas autoridades cubanas".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.