Americanos detidos no Haiti depõem nesta quinta

Segundo advogado, intenção dos missionários era apenas 'ajudar'; grupo pode permanecer na prisão

03 de fevereiro de 2010 | 23h05

Os dez cidadãos americanos acusados de tentar tirar 33 menores do Haiti ilegalmente após o terremoto de 12 de janeiro comparecerão nesta quinta-feira, 04, diante da Promotoria local,informou nesta quarta-feira, 03, seu advogado de defesa, Edwin Coq.

 

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Ao final do depoimento inicial dos detidos, que ocorreu nas dependências da Direção Central de Polícia Judicial (DCPJ), o advogado disse que os americanos queriam fazer uma boa ação e agora estão presos por isso. "A intenção foi ajudar", afirmou.

 

Segundo o advogado, depois de depor, os americanos podem ser libertados, permanecer na prisão para passar à jurisdição de um tribunal correcional ou seguir à disposição da Justiça para o início da fase de instrução caso se considere que existem indícios de crimes.

 

Os americanos foram interceptados pelas autoridades haitianas e detidos no sábado passado quando tentavam entrar na República Dominicana em um ônibus com os menores. Como não tinham a documentação necessária para sair do país com as crianças, foram detidos.

 

O grupo faz parte organização batista New Life Children's Refuge. Inicialmente, os americanos sustentaram que as crianças eram órfãs e que eles pretendiam dar a elas melhores expectativas de vida diante do atual caos no Haiti.

 

Os governos dos EUA e do Haiti estão dialogando sobre a situação dos missionários, disse nesta quarta a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.

 

Em Washington, Hillary disse pela primeira vez que os dois países estavam conversando sobre o caso dos americanos, que é diplomaticamente "delicado porque os EUA lideram a grande operação de socorro ao Haiti.

 

"Estamos envolvidos em discussões com o governo haitiano sobre a maneira apropriada de resolver estes casos", disse a secretária.

 

O departamento de Estado, que está tentando evitar a impressão de que poderia interferir no caso, havia dito na terça-feira que não havia participado de conversações sobre os casos dos missionários.

 

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