Javier Galeano/AP
Javier Galeano/AP

Americanos detidos no Haiti têm nova equipe de advogados

Segundo um dos defensores, grupo tinha autorização dos pais e documentos para viajar com as crianças

Associated Press, Efe e Reuters,

08 de fevereiro de 2010 | 19h52

Um dos três novos advogados dos americanos presos no Haiti, Aviol Fluerant, disse nesta segunda-feira, 8, que o grupo tinha autorização para levar as 33 crianças para fora do país.

 

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Fluerant disse a repórteres que os pais entregaram as crianças aos missionários, e acrescentou que o grupo tinha documentos que autorizaram os menores a cruzar a fronteira com a República Dominicana. O advogado, contudo, não revelou quem havia concedido a autorização.

 

Outro advogado do grupo, Jean René Tessier, declarou à imprensa que não há referências sobre a falta de documentos que levou o grupo de americanos a ser acusado de tráfico de crianças e formação de quadrilha, crimes os quais seus clientes não cometeram, segundo Tessier.

 

A líder do grupo, Laura Silsby, foi ouvida nesta segunda pelo juiz que cuida do caso, o qual ouvirá os

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outro nove americanos na terça-feira, 9. Também está prevista a confrontação de vários testemunhos na fase de instrução do caso. Os advogados, contudo, não precisaram quem será ouvido na acareação.

 

O juiz tem dois meses para analisar o caso, e depois mais três para emitir seu veredicto, segundo a nova equipe de defensores. O advogado que representava os americanos, Edwin Coq, foi demitido nesta segunda.  Nesta segunda, o magistrado não tomou nenhuma decisão com base no depoimento de Laura, o que mantêm os dez missionários detidos.

 

Os americanos foram detidos há uma semana quando tentaram levar 33 crianças do Haiti para a República Dominicana sem a documentação necessária. Eles alegam que levariam as crianças para um hotel e, posteriormente, construiriam um orfanato para abrigá-las. Segundo o grupo, o objetivo era ajudar as crianças a deixar o Haiti, que foi atingido por um terremoto no dia 12 de junho que devastou o país.

 

Alguns dos americanos detidos disseram pensar que estavam ajudando órfãos, mas os intérpretes do grupo disseram à CNN na semana passada que algumas crianças foram deliberadamente entregues por seus pais ao grupo, que prometia uma vida melhor. Os pais também receberam a garantia de que poderiam ver seus filhos quando quisessem.

 

O cônsul dominicano disse ter alertado os americanos de que não seria possível atravessar a fronteira sem os documentos necessários. Segundo o primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, o caso será encerrado em três meses e deverá ser decidido pro júri popular.

 

O premiê também disse que o caso pode ir para uma corte nos EUA, mas informou que para isso, o pedido deve vir do governo americano. "Até agora, porém, não recebi nenhum pedido", finalizou.

 

Notícia atualizada às 20h30 para acréscimo de informações

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