Americanos presos no Haiti dizem ter falado com autoridades

Grupo preso por tentar tirar 33 crianças do país procurou embaixada dominicana, segundo intérpretes

estadao.com.br,

03 de fevereiro de 2010 | 12h19

Os dez americanos presos no Haiti acusados de tentar levar 33 crianças ilegalmente para a República Dominicana falaram com autoridades haitianas e dominicanas antes de serem detidos na fronteira entre os dois países, disseram seus intérpretes, segundo informou nesta quarta-feira, 3, o canal de notícias CNN.

 

Os americanos foram presos na sexta-feira quando tentavam cruzar a fronteira do Haiti com a República Dominicana com um ônibus levando as crianças. Alguns dos membros do grupo fazem parte de uma comunidade e uma igreja em Meridian, no estado de Idaho. O grupo é mantido sob custódia em Porto Príncipe.

 

Os americanos admitiram não ter documentos para levar as crianças do Haiti, mas seus intérpretes disseram à CNN que o grupo se encontrou duas vezes com um homem que supostamente seria um policial haitiano que ofereceu ajuda. O primeiro encontro aconteceu no dia 26 de janeiro, quando disse que não podiam simplesmente reunir as crianças como estavam fazendo, mas que iria ajudá-los a fazer tudo regularmente.

 

"Eles se encontraram com um policial e ele disse que poderia ajudar com alguns documentos. Não o encontramos em uma delegacia, mas em uma viatura nas ruas", disse Steve Adrien, um dos três intérpretes do grupo.

 

O segundo encontro ocorreu dois dias depois, perto da embaixada dominicana. "Ele estava ajudando Laura Silsby (uma das americanas presas) a entrar em contato com o embaixador dominicano", disse outro intérprete, Isaac Adrien, irmão de Steve. Segundo ele, o grupo saiu da reunião com um documento da embaixada que foi levado junto com eles para a fronteira.

 

Laura disse no domingo que ela obteve permissão das autoridades dominicanas para levar as crianças para o país vizinho do Haiti. "Fomos ao consulado e nos disseram para ir direto para a fronteira", disse a americana.

 

Os americanos tinham todos os documentos necessários para transportar as crianças para fora do país, disse o pais de um dos presos, mas faltava uma autorização quando chegaram na fronteira. "Então eles retornaram para Porto Príncipe, onde tentaram conseguir os últimos documentos no sábado de manhã, mas aparentemente foram presos", completou a fonte.

 

Os americanos foram a uma audiência preliminar com um juiz na terça-feira, segundo funcionários da corte. Uma lista de acusações seria feita pelo juiz, sem data para ser apresentada formalmente.

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