Paulo Pinto/AE
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Amigos e familiares se despedem de Zilda Arns em Curitiba

Velório da fundadora da Pastoral da Criança, morta em terremoto no Haiti, acontece no Palácio das Araucárias

Anne Warth, enviada especial da Agência Estado,

15 de janeiro de 2010 | 12h23

O corpo da fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns, que morreu no terremoto no Haiti, chegou nesta sexta-feira, 15, ao Palácio das Araucárias, sede do governo do Paraná, onde será velado. Uma missa apenas para familiares será realizada antes da cerimônia.

 

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Vindo de Brasília, o caixão desembarcou no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, e de lá seguiu para o palácio em cortejo.

 

O chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e o senador Flávio Arns (PSDB-PR) estavam no mesmo voo.

 

Uma outra missa, realizada pelo cardeal primaz do Brasil, Geraldo Majella Agnelo, será realizada amanhã, assim como o enterro. O irmão de Zilda, o arcebispo emérito de São Paulo, d. Paulo Evaristo Arns, não deve viajar à capital paranaense. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), já confirmaram a presença no velório.

 

Médica pediatra e sanitarista, de 75 anos, Zilda foi fundadora da Pastoral Da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa. Presente em todos os estados do Brasil e em mais 20 países, a Pastoral da Criança tem mais de 240 mil voluntários capacitados atuando em 40.853 mil comunidades em 4.016 municípios. Acompanha quase 95 mil gestantes e mais de 1, 6 milhão de crianças pobres menores de seis anos.

 

Freira se salva

 

Também veio no avião a freira brasileira Rosângela Altoé, de 55 anos, da Congregação Imaculada Conceição, que estava na mesma igreja em que o teto desabou e onde Zilda morreu.

 

Rosângela estava a três metros da fundadora da Pastoral da Criança e sobreviveu sem nenhum ferimento. A secretária disse que no momento do terremoto ela tinha se afastado de Zilda, para buscar o material utilizado na palestra que tinha sido realizada no local.

 

"Foi nesse momento que o prédio começou a balançar de um lado para o outro, o chão começou a ruir e eu perdi o equilíbrio. Nessa hora eu não vi mais nada", relatou irmã Rosângela, ao chegar à Base Aérea de Brasília.

 

Em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, irmã Rosângela disse, bastante emocionada, que havia uma escola ao lado, com crianças, que ruiu com o terremoto. "A gente escutava os gritos das crianças. Isso foi muito forte, não tem como esquecer", afirmou.

 

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