Amorim diz que derrota de Chávez foi boa para a democracia

Chanceler brasileiro também disse que maneira como o presidente recebeu o resultado foi 'elegante'

Denise Chrispim Marin, de O Estado de S.Paulo,

03 de dezembro de 2007 | 17h07

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta segunda-feira, 3, que a derrota do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, no referendo sobre a reforma na constituição ocorrido no domingo, 2, foi positiva para a democracia.  Veja também: Venezuela vive expectativa após derrota de ChávezVenezuela rejeita reforma constitucional de ChávezChávez reconhece derrota e parabeniza oposiçãoResultado é 'vitória da democracia', diz oposição Chávez diz que aceita qualquer resultado Tensão na América do Sul  Conheça pontos centrais da reforma  Acompanhe a trajetória de Hugo Chávez     "Acho que isso foi bom para a democracia", disse ele, referindo-se ao pleito.  O ministro também elogiou a maneira como o presidente venezuelano recebeu a derrota. Segundo ele, Chávez acatou o resultado "de uma maneira muito elegante e tranqüila".  Amorim relatou ainda que acompanhou durante a noite a apuração dos votos do referendo e destacou sua impressão de que esse processo se deu de forma pacífica, assim como a divulgação de seu resultado.  Na última sexta-feira, 30, Celso Amorim avaliou, em entrevista a jornais brasileiros, que não estava ocorrendo cerceamentos aos setores contrários à aprovação da reforma proposta. Chávez foi derrotado neste domingo após um mês de campanha governamental pelo "sim" no referendo. A consulta foi convocada pelo Conselho Nacional Eleitora (CNE) depois que o Parlamento venezuelano aprovou um pacote de mudanças na Constituição impulsionadas pelo presidente. Entre as medidas, o governo propunha o fim dos limites à reeleição presidencial, a diminuição da jornada de trabalho e o controle estatal sobre o Banco Central.

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