Amorim diz que é importante ter paciência com o Equador

Sobre ameaças de expulsão da Petrobras, chanceler brasileiro ressalta que vizinho vive clima eleitoral

Adriana Chiarini, Agência Estado

07 de outubro de 2008 | 12h33

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou na manhã desta terça-feira, 7, sobre as ameaças de expulsão da Petrobras pelo governo do Equador, que "é importante ter um pouco de paciência". Ele disse que conversou com a estatal de segunda para terça e lembrou que o Equador vive um clima eleitoral. "O país tem processo eleitoral. As pessoas falam. Então deixa pra lá um pouquinho...", disse Amorim em entrevista, após assinar acordo para entrada do Brasil como observador regional no sistema de integração da América Central (Cica, na sigla em espanhol).   Veja também: Correa pode exigir indenização da Petrobras   O ministro afirmou que não é favorável a se negociar pela mídia. "Acho que às vezes a um excesso de declarações." Ele disse ainda que esse tipo de assunto é mais negociado diretamente pela empresa. O ministro de Minas e Petróleo do Equador, Galo Chiriboga, advertiu na segunda a Petrobras de que revogará seu contrato de exploração do Bloco 18, na Amazônia equatoriana, se a empresa não respeitar as políticas do governo e aceitar "no menor tempo possível" um novo acordo sobre suas operações na região. Assinado em 2001, o contrato termina em 2022.   No início de setembro, Correa, ordenou a renegociação de todos os contratos com as petroleiras estrangeiras, que exploram quase metade dos campos do país - que produz 500 mil barris por dia - e ficam com 82% da receita do petróleo.Pelas novas regras impostas pelo governo equatoriano, as operações seriam assumidas pela Petroecuador e as companhias estrangeiras se tornariam prestadoras de serviços. Todo o lucro da atividade ficaria com o Estado, que pagaria às empresas pelos custos de produção, além de uma taxa de uso de infra-estrutura.O impasse com a Petrobrás ocorre duas semanas depois de Correa ter expulsado do país e apreendido os bens da construtora brasileira Norberto Odebrecht, sob acusação de que a companhia foi responsável por problemas que resultaram na paralisação da hidrelétrica subterrânea de San Francisco, em junho. Correa também suspendeu os direitos de quatro executivos da empresa e dois deles permanecem abrigados na embaixada brasileira em Quito.   (Com agências internacionais) var keywords = "";

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