Amorim homenageia número 2 da ONU morto no Haiti

Chanceler viajará ao país nesta sexta para acompanhar apoio militar e ajuda no local

Efe,

21 de janeiro de 2010 | 17h57

Amorim discursa durante velório do diplomata Luiz Carlos da Costa, morto no Haiti. Foto: Marcos de Paula/AE

 

RIO DE JANEIRO - Representantes da ONU e do Governo brasileiro prestaram nesta quinta-feira, 21, no Rio de Janeiro, uma homenagem póstuma ao diplomata Luiz Carlos da Costa, chefe adjunto da Missão de Estabilização da Nações Unidas no Haiti (Minustah) que morreu no terremoto de 12 de janeiro.

 

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O chanceler brasileiro, Celso Amorim, foi quem representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no velório de Costa, realizado na sede carioca do Palácio do Itamaraty.

 

O ministro das Relações Exteriores anunciou nesta quinta que viajará para o Haiti na sexta-feira para acompanhar de perto como estão sendo feitos o apoio militar e a ajuda humanitária aos haitianos afetados por um terremoto de magnitude 7 que devastou o país na semana passada.

 

Amorim disse que terá encontros com militares brasileiros que comandam as tropas da Minustah, a missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no país, além de outras autoridades.

 

Durante a homenagem, Amorim disse que o subchefe da Minustah simboliza "o cami nho para aqueles que desejam fazer o bem ao próximo" e sempre "será lembrado com muito orgulho".

 

O ministro também se referiu ao colega diplomata, de 60 anos, como "um exemplo" para todos os funcionários da ONU em missões de paz.

 

Já a subsecretária geral do Departamento de Apoio Logístico da ONU, a argentina Susana Malcorra, avaliou os 41 anos de serviço de Luiz Carlos na ONU, onde ele trabalhou em missões de paz em países como Kosovo e Libéria.

 

O diplomata brasileiro foi nomeado chefe adjunto da Minustah em novembro de 2006, pelo então secretário-geral da ONU, Kofi Annan. Ele morreu no terremoto da semana passada junto com seu superior imediato, o tunisiano Hedi Annabi.

 

"A esperança de um mundo melhor existe por causa de seres humanos como ele", afirmou Malcorra, segundo quem o povo e o Governo brasileiros "sempre foram muito generosos em seu apoio à obtenção da paz" em regiões do mundo em conflito.

 

Após a cerimônia oficial, o velório foi aberto aos amigos e ao público em geral.

 

O corpo do diplomata chegou na manhã desta quinta ao Rio de Janeiro. Na sexta, ele será levado para Nova York, onde será enterrado no sábado.

 

Nesta quinta-feira, Lula e oficiais das Forças Armadas homenagearam os 18 capacetes azuis brasileiros que também morreram no terremoto que devastou Porto Príncipe e outras cidades haitianas.

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