Amorim se reúne com Raúl Castro e entrega carta de Lula ao líder cubano

Lula espera fazer do Brasil um parceiro preferencial de Cuba após reformas planejadas pelo regime

Efe e Agência Estado,

18 de setembro de 2010 | 22h31

HAVANA- O presidente de Cuba, Raúl Castro, se reuniu neste sábado, 18, em Havana com o Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, que entregou ao líder cubano uma carta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, informou a televisão estatal da ilha.

 

Segundo a fonte, que não deu mais detalhes do conteúdo da carta, Castro e Amorim abordaram temas da atualidade regional e internacional e o estado atual das relações bilaterais, que qualificaram como "excelentes".

 

A visita do chanceler foi programada na última hora por Brasília, por causa dos anúncios de reforma no regime econômico feitos pelo governo cubano no início da semana.

 

O ministro chegou na sexta-feira a Havana sem que sua visita tenha sido anunciada previamente na ilha, onde só hoje foram divulgadas notícias de sua estadia após a reunião com Castro, na qual também participou o chanceler cubano, Bruno Rodríguez.

 

A estadia de Amorim em Cuba termina neste domingo, quando está previsto que viaje para Nova York para abrir a Assembleia Geral da ONU no dia 23 de setembro no lugar de Lula, que cancelou sua presença para se dedicar a assuntos internos.

 

Além disso, o chanceler brasileiro participará como orador na cúpula de chefes de Estado e de Governo do Conselho de Segurança, no qual o Brasil faz parte como membro não permanente.

 

Lula espera fazer do Brasil um parceiro preferencial de Cuba após as reformas que o regime planeja fazer nos próximos anos em seu sistema produtivo.

 

Há anos, o governo brasileiro aguardava o momento do anúncio da abertura do mercado cubano para estimular - e financiar - o investimento de empresas brasileiras na ilha.

 

O Brasil injetou em Cuba US$ 1 bilhão em projetos como a reconstrução do Porto de Mariel. O temor de Brasília está na possibilidade de a preferência ser deslocada para os EUA, caso haja uma real distensão nas relações entre Havana e Washington.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.