Analistas crêem em vitória de Cristina Kirchner no 1o turno

A eleição presidencial de outubro na Argentina está definida e a primeira-dama e senadora Cristina Fernández de Kirchner ganhará já no primeiro turno, disseram neste domingo analistas e pesquisas publicadas pela imprensa local. Fernández conta com todo o apoio propagandístico do governo de seu marido, Néstor Kirchner, para a campanha e há mais de dois meses tem mais de 40 por cento das intenções de votos, segundo as pesquisas, apesar de recentes denúncias de corrupção terem gerado esperanças nos candidatos de oposição. Apesar disso, os analistas políticos consultados pelo jornal Página 12 foram contundentes. "Teoricamente não se pode dizer que a eleição está definida, mas a probabilidade de que haja uma mudança de tendência é muito baixa, baixíssima. A lógica absoluta é que Cristina ganhe no primeiro turno", disse Manuel Mora y Araujo. "A eleição está definida. Cristina não tem chances de perder porque faltam poucos meses. Ela está estabilizada...e do outro lado não aparece nada que altere as coisas", disse o analista Enrique Zuleta Puceiro. O jornal Clarín publicou três pesquisas neste domingo, sem dar detalhes de quando foram realizadas nem da quantidade de pessoas consultadas. Cristina Fernández aparece com entre 44 por cento e 47,8 por cento dos votos, e seus dois maiores concorrentes ficam com entre 8,4 por cento e 18,1 por cento. Segundo a lei argentina, um candidato que obtenha mais de 45 por cento dos votos ganha a Presidência. Os principais candidatos de oposição são Roberto Lavagna, ex-ministro da Economia de Kirchner, e Elisa Carrió, líder de uma força de centro-esquerda que aposta em desgaste do governo por conta dos recentes escândalos de corrupção. Nos últimos meses, Kirchner demitiu funcionários de segundo escalão suspeitos de pagar suborno na construção de um gasoduto e uma subsecretária acusada na mídia de uso indevido de fundos públicos. Sua ex-ministra da Economia Felisa Miceli demitiu-se devido ao aparecimento de uma sacola com 60 mil dólares de origem duvidosa em seu gabinete.

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