Aniquilação não é caminho para encontrar a paz, dizem as Farc

A maior guerrilha de esquerda da Colômbia voltou a pedir nesta sexta-feira uma oportunidade para a paz e disse que não é com a aniquilação do inimigo que o país encontrará a paz e a reconciliação, em referência implícita à recente morte de seu chefe máximo militar.

REUTERS

24 de setembro de 2010 | 16h34

"Não é pela via da aniquilação do inimigo que a Colômbia encontrará a paz e a reconciliação", disseram as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em um site na Internet (www.anncol.eu), no primeiro pronunciamento público após a morte de seu comandante militar Jorge Suárez, mais conhecido como "El Mono Jojoy".

O grupo guerrilheiro acrescentou que, embora persistam motivos para seguir lutando, "continuaremos reivindicando uma oportunidade para a paz, não para a rendição, como obstinada e estupidamente quer o governo".

Depois da morte de "Jojoy", o presidente Juan Manuel Santos e seu ministro de Defesa, Rodrigo Rivera, fizeram um apelo à guerrilha das Farc para que deponham as armas, e advertiram que, se não fizerem isso, terão de enfrentar toda a força das operações militares do país.

(Por Luis Jaime Acosta)

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