Anistia Internacional pede que Cuba liberte presos políticos imediatamente

Segundo governo, 52 remanescentes da Primavera Negra serão libertados em três ou quatro meses

Efe,

08 de julho de 2010 | 19h13

LONDRES- A organização Anistia Internacional (AI) pediu nesta quinta-feira, 8, ao governo cubano, que anunciou ontem a libertação de 52 presos políticos, que liberte todos imediatamente em vez de fazê-lo em etapas.

 

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O governo de Raúl Castro, depois da mediação da Igreja Católica cubana, anunciou que tem a intenção de libertar 52 presos políticos remanescentes dos 75 detidos na chamada Primavera Negra de 2003, cinco deles em breve e os demais em um prazo de três ou quatro meses.

 

"Damos as boas-vindas ao compromisso de libertar os prisioneiros, mas não há nenhuma razão para que eles não possam ser libertados imediatamente", afirmou a diretora do programa das Américas da AI, Susan Lee.

 

"Estes homens foram presos em 2003 simplesmente por expressar pacificamente suas crenças políticas e deveriam ser postos em liberdade incondicional agora", ressaltou a organização.

 

Os primeiros cinco presos que serão libertados poderão viajar para a Espanha com suas famílias e as autoridades cubanas disseram à Igreja que os 47 restantes também terão a possibilidade de sair de Cuba.

 

No entanto, a AI afirma que não está claro que se eles terão a opção de ficar na ilha. "Obrigá-los a deixar o país seria outra tentativa de suprimir a liberdade de expressão e movimento em Cuba", advertiu Susan.

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