Anistia Internacional pede suspensão de ajuda militar à Colômbia

A Anistia Internacional pediu na terça-feira que a comunidade internacional suspenda a ajuda militar à Colômbia para evitar um aumento das violações aos direitos humanos. O grupo também criticou o governo do presidente Alvaro Uribe por negar a existência de um conflito armado interno. Em um relatório intitulado "Colômbia: deixem-nos em paz!, a população civil vítima do conflito interno", o grupo reconheceu que, durante o governo de Uribe, os índices de violência caíram, mas ainda são cometidas violações como execuções extrajudiciais, desaparecimentos e torturas. "Suspendam a ajuda militar e toda a transferência de equipe militar ou paramilitar às Forças Armadas colombianas, até que sejam plenamente aplicadas as recomendações do escritório do Alto Comissionado das Nações Unidas para os Direitos Humanos", disse o informe. A Anistia explicou que, com a recomendação, procura fazer com que "não exista perigo evidente de que a ajuda e as equipes sejam utilizadas para facilitar violações graves dos direitos humano e do direito internacional humanitário na Colômbia". O grupo também pediu que seja evitado o fornecimento de armas e a assessoria militar a entidades estatais ou particulares, para que isso não gere um risco elevado de contrabando a grupos armados ilegais. O govenro colombiano não fez comentários imediatamente ao anúncio. A Colômbia enfrenta um conflito interno de mais de quatro décadas, no qual as Forças Armadas combatem a guerrilha esquerdista e grupo armados ilegais formados por antigos paramilitares de ultra direita, dedicados à produção e tráfico de cocaína.

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