ANJ divulga nota de repúdio à invasão de TV do grupo Clarín por militares

Confira abaixo a íntegra da nota, divulgada pela Associação Nacional de Jornais nesta quarta-feira

estadão.com.br,

21 de dezembro de 2011 | 13h15

BRASÍLIA - A Associação Nacional de Jornais (ANJ) repudia com veemência a ocupação da TV a cabo Cablevisión pela polícia argentina, numa ação injustificada, marcada pela truculência, em mais uma iniciativa do processo intimidatório do governo daquele país contra os meios de comunicação independentes.

Tudo nesse episódio causa estranhamento e justifica preocupação: desde a ordem judicial originada fora de Buenos Aires, sede da Cablevisión, até a denúncia feita por um grupo empresarial concorrente e aliado do governo, e que resultou na ocupação policial.

Em setembro de 2009, o jornal Clarín, do mesmo grupo da Cablevisión, teve também suas instalações ocupadas por agentes do Estado. Mais recentemente, o governo patrocinou projeto de lei que lhe dará poderes para interferir na produção, distribuição e comercialização do papel-jornal na Argentina, com evidente propósito de exercer influência e coerção sobre as empresas jornalísticas. Fica clara, portanto, uma escalada de confronto e intimidação contra os meios de comunicação não alinhados ao governo.

É lamentável que as autoridades argentinas se aproximem cada vez mais das práticas atentatórias à liberdade de expressão, e, consequentemente, de violação do direito do cidadão de se informar, que vêm se tornando comuns em outros países da América Latina. Os cidadãos são e serão sempre as principais vítimas do cerceamento à liberdade de imprensa.

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