Antes de reunião, Santos e Chávez acenam para fim de crise diplomática

Presidentes da Colômbia e da Venezuela devem retomar relações diplomáticas entre seus países

estadão.com.br

10 de agosto de 2010 | 14h57

Santos recebe Chávez em Santa Marta. Foto: Maurício Dueñas/Efe

SANTA MARTA -O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e o da Venezuela, Hugo Chávez, já estão na cidade de Santa Marta, na Colômbia, para uma reunião que deve pôr fim à crise diplomática entre os dois países. Na chegada, os dois líderes acenaram com a normalização das relações, rompidas desde o último dia 22.

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Em breves declarações à imprensa, Santos prometeu normalizar as relações entre os dois países em bases firmes e estáveis.

 

"Que Deus e o libertador Simon Bolívar nos inspirem a recompor as relações", disse o colombiano no aeroporto de Santa Marta - cidade onde morreu o herói da independência latino-americana - antes de reunião.

 

Minutos depois, o presidente venezuelano, Hugo Chávez chegou ao aeroporto da cidade e prometeu "reconstruir o que foi desmoronado".

 

"Apesar de todas estas tempestades, venho aqui ratificar o amor pleno que tenho pela Colômbia", disse Chávez, que assim como Santos, também citou o herói da independência latino-americana. "Como dizia Bolívar, a paz é meu porto maior".

 

Santos foi para a quinta de San Pedro Alejandrino, onde deve se reunir com Chávez ainda nesta tarde.

 

Crise diplomática

 

A Venezuela rompeu as relações diplomáticas com a Colômbia após o governo do ex-presidente Alvaro Uribe denunciar na Organização dos Estados Americanos (OEA) a presença de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) no país vizinho.

 

Os dois presidentes se reúnem após a posse de Santos colaborar com o arrefecimento da crise. Após se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o secretário-geral da União das Nações sul-americanas (Unasul), Chávez mandou seu chanceler, Nicolas Maduro, para a cerimônia no sábado.

Em seu primeiro pronunciamento como presidente, Santos disse que pretende ser antes diplomata do que soldado, o que foi bem visto do lado venezuelano. No domingo, as chancelarias dos dois países acertaram o encontro.

 

Atualizada às 15H17.

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