Aos gritos, Fujimori se declara inocente; julgamento é adiado

Ex-presidente afirma que em seu governo 'se respeitaram os direitos humanos de 25 milhões de peruanos'

Agências internacionais,

10 de dezembro de 2007 | 17h52

O ex-presidente peruano Alberto Fujimori clamou nesta segunda-feira, 10, aos gritos sua inocência para um grupo de juízes da Corte Suprema, no histórico processo por abusos a direitos humanos, que pode lhe render até 30 anos de prisão. A sessão, porém, foi suspensa, após o réu sentir-se mal.     Peru inicia julgamento histórico de Fujimori "No meu governo se respeitaram os direitos humanos de 25 milhões de peruanos, sem exceção alguma. Se foram cometidos alguns fatos execráveis os condeno, mas não foram ordens de quem fala", exclamou Fujimori. "Eu por isso rejeito as acusações, totalmente, sou inocente e não aceito essa acusação", acrescentou o ex-presidente, que governou o Peru de 1990 a 2000. "Se foram cometidas algumas violações dos direitos humanos, rejeito-as, como também rejeito as acusações. E não aceito a acusação da Promotoria e peço-lhe que inicie o julgamento", disse, claramente exaltado, ao juiz do caso.   Após protestar, Fujimori teve uma crise de hipertensão, o que fez com que a sessão fosse adiada.

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