'Aperto de mão' não resolverá tensão entre Colômbia e Equador

Para chanceler equatoriano, diálogo já proposto por ambos os governos deverá ser construído aos poucos

Efe,

26 de agosto de 2009 | 08h04

O Equador não resolverá seus problemas com a Colômbia por meio de um simples "aperto de mão" entre as autoridades dos dois países, assegurou o chanceler equatoriano, Fander Falconí, na terça-feira, 25, referindo-se especialmente à ruptura de relações diplomáticas envolvendo operações ilegais em seu território e o acordo de bases militares entre o vizinho sul-americano e os EUA.

 

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Falconí explicou à imprensa que a abertura do diálogo, já manifestada por ambos os governos, deve ser entendida como um processo em construção, que apenas começou a ser explorado. "Acreditamos que estamos explorando o início do diálogo", explicou o chanceler, para quem não se deve dar "uma imagem falsa à sociedade equatoriana de que isso se acerta com um aperto de mãos".

 

"Será um processo deve ser construído gradativamente", porque as diferenças surgem de "uma violação da nossa soberania", que foi rejeitada "pela comunidade internacional, de forma unânime", afirmou Falconi.

 

O chanceler se referiu, assim, ao bombardeio de tropas colombianas, em 1º de março de 2008, contra um acampamento clandestino das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na floresta amazônica equatoriana.

 

Falconí também expressou receio com a extensão dos acordos militares entre Colômbia e Estados Unidos. "Temos uma legítima preocupação sobre os elementos de desestabilização que poderiam ser provocados pelas bases militares na Colômbia", explicou. Por isso, o chanceler lembrou que o tema será tratado na reunião da União de Nações Sul-americanas (Unasul) da próxima sexta-feira, 28, em Bariloche, na Argentina.

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