Após acordo, ladrões de banco na Venezuela fogem com reféns

Assaltantes saíram numa ambulância, acompanhados de cinco voluntários; criminosos não serão perseguidos

Reuters

29 de janeiro de 2008 | 18h04

Os assaltantes que seqüestraram por mais de 24 horas dezenas de pessoas num banco de uma cidade do interior da Venezuela fugiram nesta terça-feira, 29, em uma ambulância com cinco reféns após negociar um acordo com as autoridades.  Um jornalista da Reuters em Altagracia de Orituco, norte do Estado central de Guárico, disse que familiares, policiais e jornalistas correram até a sede bancária para comprovar o estado do restante dos reféns. Inicialmente, não foi possível contabilizar quantas pessoas se encontravam em posse dos assaltantes. Entre 30 e 50 pessoas estavam retidas no local. A discrepância nos números deve-se aos relatos contraditórios de reféns e assaltantes entrevistados por uma rádio, que falavam em 46 adultos e cerca de quatro menores, e do governo venezuelano, que colocava a cifra em 30.  Negociadores disseram que, segundo o acordo, uma mulher grávida e todas as crianças seriam libertadas. Em seguida, os quatro assaltantes entrariam na ambulância com cinco reféns, que teriam aceitado continuar com os criminosos. O governador Eduardo Manuitt afirmou que os assaltantes não seriam perseguidos.  "Eles negociaram com os reféns um local para a libertação. Esperamos que cumpram o acordo", disse Manuitt. "Não há feridos. Acredito que esta foi a melhor saída para a crise. Eles ameaçaram começar a matar os reféns em 20 minutos, e por isso permitimos que saisem em direção a um lugar desconhecido no ocidente do país", acrescentou.  "Eles têm um plano para sair, mas sem machucar ninguém. Não há necessidade de segui-los", afirmou à Reuters um refém, Jeancarlos Gil, de 19 anos, por telefone, de dentro do banco antes da libertação.  Tanto os seqüestradores como os reféns cobriram o rosto com bolsas e sacos de papel ao deixarem o edifício, no qual eram mantidos desde o meio-dia desta segunda-feira, 28.  Na hora que precedeu o acordo, uma funcionária do banco foi libertada e levada em uma ambulância. Antes disso, outras quatro pessoas haviam sido liberadas, e outras duas fugiram.  Um dia de cerco O drama começou na segunda-feira, 28, por volta das 11 horas, quando quatro homens armados tentaram assaltar o banco. Um policial que foi tirar dinheiro no caixa automático percebeu a situação e acionou o alarme. Os assaltantes teriam entre 23 e 27 anos e, segundo um dos criminosos entrevistados, disseram não querer "fazer mal a mal a ninguém".  Os criminosos, que mantêm as armas nas mãos e possuem ao menos uma granada, desistiram de levar dinheiro, e pedem apenas que não sejam mortos.

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