Após ameaças, Equador anuncia acordo com Petrobras

Correa diz que empresa aceitou condições do país; governo quer que empresa se torne prestadora de serviços

Reuters,

18 de outubro de 2008 | 16h32

O Equador chegou a um acordo com a Petrobras para migrar da atual condição de sócia a operadora das suas áreas de concessão na floresta amazônica, em uma negociação bem sucedida para o país andino, afirmou neste sábado, 18, o presidente Rafael Correa. A petrolífera francesa Perenco e a espanhola Repsol-YPF também aceitaram as condições do Equador para fechar acordos modificatórios um ano antes de assinarem o contrato definitivo de prestação de serviços.   Veja também: Brasil x vizinhos: ausência de regras comerciais acirra crise Chanceler equatoriana reconhece piora na relação com Brasil Dívida do Equador com BNDES supera US$ 460 mi, diz jornal Crise ameaça venda de Supertucanos para Quito Lobão não acredita que Equador expulsará Petrobras do país "Com a Petrobras, a boa notícia é que ontem firmamos o acordo. Está tudo acertado e a empresa aceitou as condições do país: migraremos do contrato de transição de mais ou menos um ano para o contrato de prestação de serviços", disse Correa em seu programa de rádio semanal. "Com a Perenco também está acertado e com a Repsol fecharemos na próxima semana", acrescentou o líder, que recentemente ameaçou expulsar as empresas estrangeiras do país em um processo de negociação contratual. O presidente advertiu a Petrobrás no começo do mês com a ameaça de nacionalizar o bloco 18 e o campo unificado Palo Azul, de onde são extraídos uns 32 mil barris por dia (bpd), ante a demora da empresa brasileira em concluir as operações iniciadas no ano passado. Além disso, ele também ameaçou expulsar outras petrolíferas que operam em sua jurisdição, acusando-as de "brincar com o país" ao reduzir os níveis de investimento e de produção de petróleo, enquanto negociavam com o governo equatoriano. O acordo com as três petrolíferas se soma ao firmado com o consórcio chinês Andes Petroleum, que aceitou desde o início das negociações as condições estipuladas pelo Equador. Correa não forneceu detalhes sobre o término dos contratos de transição. As companhias também não emitiram comentários.

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