Após cerco dramático, seqüestradores se rendem na Venezuela

Assaltantes de banco que fizeram mais de 30 reféns por 24 horas libertam últimos cinco cativos e se entregam

Efe e Associated Press,

29 de janeiro de 2008 | 21h17

Quatro assaltantes que fizeram mais de 30 reféns em um banco da Venezuela se entregaram nesta terça-feira, 29, minutos depois de libertarem três dos cinco reféns que levavam em sua fuga.   Imagens Segundo o governador do estado de Guárico, Eduardo Manuitt, a ambulância em que a quadrilha fugiu foi interceptada pela polícia. Duas horas antes, os criminosos haviam fugido numa ambulância com cinco reféns, após negociarem um acordo com as autoridades. Por mais de 24 horas eles mantiveram entre 30 e 50 reféns na agência bancaria na cidade de Altagracia de Orituco. A discrepância nos números deve-se aos relatos contraditórios de reféns e assaltantes entrevistados por uma rádio, que falavam em 46 adultos e cerca de quatro menores, e do governo venezuelano, que colocava a cifra em 30.  "O pesadelo acabou", disse Manuitt à TV estatal. Segundo ele, os assaltantes libertaram três dos cinco reféns e depois negociaram sua rendição e a entrega dos últimos dois. Eles estavam armados com pistolas e uma granada. Antes da fuga, os criminosos negociaram a libertação de uma mulher grávida e de todas as crianças que estavam na agência. Em seguida, os quatro assaltantes entraram na ambulância com cinco reféns, que teriam aceitado continuar com os criminosos. O governador Manuitt garantiu que os assaltantes não seriam perseguidos. "Eles negociaram com os reféns um local para a libertação. Esperamos que cumpram o acordo", disse Manuitt. "Não há feridos. Acredito que esta foi a melhor saída para a crise. Eles ameaçaram começar a matar os reféns em 20 minutos, e por isso permitimos que saíssem em direção a um lugar desconhecido no ocidente do país", acrescentou.  Um dia de cerco O drama começou na segunda-feira, 28, por volta das 11 horas, quando quatro homens armados tentaram assaltar o banco. Um policial que foi tirar dinheiro no caixa automático percebeu a situação e acionou o alarme.  Os assaltantes teriam entre 23 e 27 anos e, segundo um dos criminosos entrevistados, disseram não querer "fazer mal a mal a ninguém".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.