Após Dean, Félix se transforma em furacão de categoria 5

Com ventos de até 270 km/h, ciclone avança no Caribe com a mesma intensidade do furacão Dean

Agências Internacionais,

02 de setembro de 2007 | 08h19

O furacão "Félix" se transformou neste domingo, 2, em um perigoso ciclone de categoria 5 com ventos de 270 km/h em seu avanço pelas águas do Caribe, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC).Em 24 horas, o "Félix" passou de tempestade a um furacão da categoria de maior intensidade na escala Saffir-Simpson, assim como ocorreu com o "Dean" há duas semanas.Às 21h (de Brasília), o "Félix" se movimentava em direção oeste-noroeste a 30 km/h e se encontrava 625 quilômetros ao sul de Kingston   A advertência de tempestade tropical está mantida para a Jamaica e foi anulada nas Antilhas Holandesas com a passagem do sistema pelas ilhas de Aruba, Bonaire e Curaçao.   O centro do furacão estava às 18h (de Brasília) de hoje na latitude 13,6 graus norte e na longitude 72 graus a 710 quilômetros ao sudeste de Kingston.   A ilha de Granada foi a mais afetada pelas fortes chuvas e o NHC prevê que "Félix" provocará intensas chuvas no norte da Venezuela e na península colombiana de La Guajira.   O furacão segue uma trajetória oeste-noroeste em direção ao norte da Nicarágua e Honduras e em linha de impacto com Belize na terça ou quarta-feira, segundo o NHC.   Nesta temporada, que começou em 1º de junho e acabará em 30 de novembro, se formaram cinco tempestades tropicais, "Andrea", "Barry", "Chantal", "Dean" e "Erin". "Dean" se tornou o primeiro furacão da temporada na bacia atlântica e alcançou a categoria 5 quando atingiu a península mexicana de Iucatã.   A temporada de furacões terá uma atividade ciclônica superior ao normal, segundo o professor de Ciências Atmosféricas da Universidade do Colorado (Estados Unidos), William Gray, mas não será "hiperativa" como a registrada em 1995, 2004 e 2005.   Gray afirmou em agosto que seria registrada a formação de 15 tempestades e oito ciclones, dos quais quatro seriam intensos.   Os meteorologistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (OAA) dos Estados Unidos, com sede em Washington, prevêem a formação de entre sete e nove furacões. Destes, três a cinco poderiam se tornar ciclones de grande intensidade (categoria 3, 4 ou 5, as maiores da escala Saffir-Simpson).Atualizado às 22h18.

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