David Mercado/Reuters
David Mercado/Reuters

Após declarar-se vencedor, Evo se reúne com ministros

Presidente discutirá programas a serem implantados no próximo mandato e deve ter maioria no Congresso

Ansa e Reuters,

07 de dezembro de 2009 | 12h35

Após se declarar vencedor das eleições presidenciais do último domingo, o presidente da Bolívia, Evo Morales, se reunirá com seu gabinete ministerial nesta segunda-feira, 7, para analisar os programas que serão implementados em sua nova administração.

 

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Segundo pesquisas de boca-de-urna, divulgadas na noite de domingo, o presidente foi reeleito com mais de 60% dos votos. Nas pesquisas dos meios de comunicação bolivianos, o presidente aparecia com mais de 50% das intenções de votos e algumas apresentavam até mais de 30 pontos percentuais de vantagem para seus rivais.

 

Líder sindical de produtores de coca e primeiro indígena a governar o país, Morales disputou a presidência do país com outros sete candidatos. O segundo mais votado, Manfred Reyes Villa, do opositor Plano Progresso para a Bolívia (PPB), teria obtido 28% da preferência.

 

As mesmas pesquisas apontam que Morales também conseguiu a maioria na Assembleia Plurinacional Legislativa, órgão que substitui o Congresso. Se estas projeções se confirmarem, no novo mandato, que vai de 2010 a 2015, o presidente terá o apoio do legislativo e terá mais facilidade para executar seus programas.

 

Desafio

 

Popular por suas políticas sociais em um país com 60% da população vivendo na pobreza, Evo enfrenta agora o desafio de aprofundar a nacionalização da economia sem espantar os investidores de que o país precisa para desenvolver seus campos de gás natural e sua indústria de mineração.

"Aqui, com mais de 63%, foi imposto este processo de transformações no estrutural, no social, no cultural, no econômico", disse Morales emocionado em meio aos gritos de "Evo, de novo. Evo, de novo".

"Viva a Bolívia!", gritou um efusivo Morales, para logo depois prometer aprofundar e acelerar o processo de mudança, ao mesmo tempo que convocou todos os setores para o diálogo, visando a aplicação da Constituição que promoveu.

Os números oficiais da votação serão conhecidos nesta segunda-feira, devido a um atraso na contagem dos votos.

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