Após enchentes no México, milhares ficam presos em telhados

A enchente deixou a maior parte do estado de Tabasco alagada e 800 mil pessoas desabrigadas

ALBERTO FAJARDO, REUTERS

03 de novembro de 2007 | 17h04

Milhares de pessoas estavam presas em telhados no sul do México neste sábado, 3, esperando ser resgatadas após a enchente devastadora que deixou a maior parte do Estado mexicano de Tabasco alagada e 800 mil pessoas desabrigadas. Cerca de 70 mil pessoas passaram a noite em abrigos de emergência. O Exército providenciou alimentos e água potável, e transportou os feridos de helicóptero ou barco. O desastre causou uma morte. "Precisamos de ajuda", disse uma mulher à Reuters Television, depois de ser resgatada de helicóptero do telhado de uma escola. "Tem muito gente lá, tem uma mulher grávida, crianças. Eles não queriam sair de casa, mas agora não há outra opção. Perdemos tudo." Com o estoque de muitas lojas na região se acabando, milhares de pessoas decidiram sair do local de ônibus na sexta-feira, na direção dos Estados vizinhos de Veracruz e Campeche. A esperança de que as águas estariam baixando com o sol de sexta-feira diminuiu com as novas chuvas durante a noite passada.   A energia permaneceu cortada, e as redes de telefonia convencional e de celular também estavam fora do ar. Pessoas e animais nadavam nas ruas em uma água barrenta na sexta-feira, depois que a enxurrada derrubou barreiras feitas de sacos de areia na capital do Estado, Villahermosa, que tem cerca de meio milhão de habitantes. O rio Grijalva, que corta Villahermosa, transbordou no início desta semana, depois de dias de chuvas pesadas que causaram as piores enchentes em meio século na planície pantanosa, matando uma pessoa. O presidente Felipe Calderón declarou a situação "crítica" quando os níveis das águas atingiram os 6 metros em algumas áreas, e suprimentos de alimentos foram enviados de caminhão de outras partes do país. As tempestades também prejudicaram o transporte de petróleo do México para os Estados Unidos pela maior parte da semana. No entanto, o empresa estatal Pemex não divulgou nenhum impacto em seus poços de petróleo em Tabasco. O governador Andres Granier disse que mais de 1 milhão de pessoas -- metade da população do Estado -- foram afetadas pela enchente.

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